10 de novembro de 2011

Fim do blog

Comecei esse blog num momento também de imensa tristeza, e agora o encerro novamente num momento de dor insuportável.
Agradeço muito as pessoas que com sinceridade em seu coração me acompanharam, aconselharam fizeram suas orações e me ofereceram o ombro amigo nos momentos que mais precisei.
Mas chegou a hora de dizer Adeus a esse mundo da blogosfera, com muita saudade e tristeza por deixar pessoas tão queridas e que inúmeras vezes alegraram meu dia, levantaram meu astral, ouviram meu desabafo. mas chega.
O blog tomou uma popularidade que eu não queria, o lugar que deveria servir para meu desabafo, para eu escrever e desabafar meus pensamentos, não importa se certos ou errados, mas meus pensamentos se tornou alvo de críticas e motivos de desavenças. 
Decidi seguir minha vida sozinha APENAS com minha família e as pessoas que me querem bem, sabem ouvir uma crítica tanto quanto um elogio, pois a vida é assim a gente não só acerta, erra também e muitas vezes, não adianta fingir que está sempre certo.
O erro e a consciência dele fazem a gente aprender a viver melhor.
Com muita dor no coração agora duplamente, me despeço dos amigos. Ainda não sei que rumo tomar na vida, mas creio que os dias me mostrarão. Obrigada por cada palavra aqui registrada, saibam que foi de grande importância para mim.

7 de novembro de 2011

Pollyana vive em meu coração

Minha anjinha foi enterrada hoje as 10:00h.
Obrigada a todos que aqui vieram e de coração dividiram comigo minha dor. Agora que minhas feridas começavam a cicatrizar, surge outra mais forte e mais funda...como voltar a vida???

24 de outubro de 2011

Desde que mudamos de casa a Sofhia mudou de escola, e na escola nova havia uma coleguinha chamada Maria Paula que não ia com a cara dela, ela não se fez de fraca, insistiu tanto que a menina se rendeu, e se tornaram as melhores amigas.
Na quinta feira chegamos na escola e a Sofhia emburrou, só a tarde na saída é que ela me contou que ficou triste porque a Maria Paula não foi a escola.
Na sexta feira ela estava separando um brinquedo para levar a escola e me pediu pra levar dois, um pra ela e outro para Maria Paula, eu deixei, chegando na escola de novo a Maria Paula não estava e ela ficou muito triste, eu disse a ela que talvez a amiguinha estivesse doente e que na segunda feira voltaria, meio contrariada ela concordou.
Hoje chegamos na escola e ela foi correndo encontrar a amiga que não estava de novo, ficou brava. Agora a tarde descobri que a menina está hospitalizada desde quarta feira passada a noite, foi diagnosticada com leucemia.
A mãe da menina disse que por causa da Sofhia a filha tinha mudado os hábitos alimentares, estava pedindo frutas e verduras e dizia que queria ser como a Sofhia que come de tudo!!!
Fiquei assustada com a notícia da internação da menina. A Sofhia não sabe, disse a mãe que assim que a menina sair do hospital quero levar a Sofhia para visitar a amiguinha.
Muito triste um doença tão ruim num corpinho tão pequenininho...

17 de outubro de 2011

Sensação ruim


Hoje acordei assim, aliás, levantei assim de manhã pois passei a noite levantando toda hora.
Estou com um nó na garganta, dor no peito uma angústia que não tem fim. Fico com receios de dias assim, já aconteceu algumas vezes de me sentir assim e algo realmente ruim acontecer, mas também já aconteceu de me sentir assim e nada acontecer...
Pelo sim pelo não fico apreensiva.
Essa sensação ruim começou na sexta feira, quando acordei de manhã lembrando nitidamente de um sonho muito estranho com duas cobras, onde uma das cobras me picou e quase morri. Desde então estou como que um dia nublado, cinzento e triste. De repente me sinto como por um fio.
Bem lá no fundo sei o motivo de tudo isso. Mas é algo que pode ser que aconteça, também pode ser que não.
Também estou triste pois meu marido está muito preocupado com a saúde de sua mãe que não está nada bem, gostaria de poder ajudar, mas nada posso fazer. Ainda trago vivas as sensações de cuidar do meu pai doente, sei bem o que é essa angustia de ter alguém querido doente.


15 de outubro de 2011

A EXTINÇÃO DOS PROFESSORES.


(Um texto para reflexão neste dia dos professores)

O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:


  – Vovô, por que o mundo está acabando?
     A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. 

E no mesmo tom vem a resposta:
     – Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.
     – Professores? 
Mas o que é isso? 
O que fazia um professor?

  O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. 
Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.

 – Eles ensinavam tudo isso? 
Mas eles eram sábios?
 – Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. 
Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.

    – E como foi que eles desapareceram, vovô?

  – Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. 
O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. 
Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. 
Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. 
Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam 
aprender alguma coisa.

 Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos.
Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. 

Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. 
Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, 
pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. 
O professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. 
Viraram saco de pancadas de todo mundo.

 Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação  
do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. 

“Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. 
E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. 
Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. 
Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais 
ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.
 Em seguida, os professores foram desmoralizados. 
Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. 
Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. 
As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem 
sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade. 



Desconheço autoria, pois recebi por email. 

Leia mais um pouquinho

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10 de novembro de 2011

Fim do blog

Comecei esse blog num momento também de imensa tristeza, e agora o encerro novamente num momento de dor insuportável.
Agradeço muito as pessoas que com sinceridade em seu coração me acompanharam, aconselharam fizeram suas orações e me ofereceram o ombro amigo nos momentos que mais precisei.
Mas chegou a hora de dizer Adeus a esse mundo da blogosfera, com muita saudade e tristeza por deixar pessoas tão queridas e que inúmeras vezes alegraram meu dia, levantaram meu astral, ouviram meu desabafo. mas chega.
O blog tomou uma popularidade que eu não queria, o lugar que deveria servir para meu desabafo, para eu escrever e desabafar meus pensamentos, não importa se certos ou errados, mas meus pensamentos se tornou alvo de críticas e motivos de desavenças. 
Decidi seguir minha vida sozinha APENAS com minha família e as pessoas que me querem bem, sabem ouvir uma crítica tanto quanto um elogio, pois a vida é assim a gente não só acerta, erra também e muitas vezes, não adianta fingir que está sempre certo.
O erro e a consciência dele fazem a gente aprender a viver melhor.
Com muita dor no coração agora duplamente, me despeço dos amigos. Ainda não sei que rumo tomar na vida, mas creio que os dias me mostrarão. Obrigada por cada palavra aqui registrada, saibam que foi de grande importância para mim.

7 de novembro de 2011

Pollyana vive em meu coração

Minha anjinha foi enterrada hoje as 10:00h.
Obrigada a todos que aqui vieram e de coração dividiram comigo minha dor. Agora que minhas feridas começavam a cicatrizar, surge outra mais forte e mais funda...como voltar a vida???

24 de outubro de 2011

Desde que mudamos de casa a Sofhia mudou de escola, e na escola nova havia uma coleguinha chamada Maria Paula que não ia com a cara dela, ela não se fez de fraca, insistiu tanto que a menina se rendeu, e se tornaram as melhores amigas.
Na quinta feira chegamos na escola e a Sofhia emburrou, só a tarde na saída é que ela me contou que ficou triste porque a Maria Paula não foi a escola.
Na sexta feira ela estava separando um brinquedo para levar a escola e me pediu pra levar dois, um pra ela e outro para Maria Paula, eu deixei, chegando na escola de novo a Maria Paula não estava e ela ficou muito triste, eu disse a ela que talvez a amiguinha estivesse doente e que na segunda feira voltaria, meio contrariada ela concordou.
Hoje chegamos na escola e ela foi correndo encontrar a amiga que não estava de novo, ficou brava. Agora a tarde descobri que a menina está hospitalizada desde quarta feira passada a noite, foi diagnosticada com leucemia.
A mãe da menina disse que por causa da Sofhia a filha tinha mudado os hábitos alimentares, estava pedindo frutas e verduras e dizia que queria ser como a Sofhia que come de tudo!!!
Fiquei assustada com a notícia da internação da menina. A Sofhia não sabe, disse a mãe que assim que a menina sair do hospital quero levar a Sofhia para visitar a amiguinha.
Muito triste um doença tão ruim num corpinho tão pequenininho...

17 de outubro de 2011

Sensação ruim


Hoje acordei assim, aliás, levantei assim de manhã pois passei a noite levantando toda hora.
Estou com um nó na garganta, dor no peito uma angústia que não tem fim. Fico com receios de dias assim, já aconteceu algumas vezes de me sentir assim e algo realmente ruim acontecer, mas também já aconteceu de me sentir assim e nada acontecer...
Pelo sim pelo não fico apreensiva.
Essa sensação ruim começou na sexta feira, quando acordei de manhã lembrando nitidamente de um sonho muito estranho com duas cobras, onde uma das cobras me picou e quase morri. Desde então estou como que um dia nublado, cinzento e triste. De repente me sinto como por um fio.
Bem lá no fundo sei o motivo de tudo isso. Mas é algo que pode ser que aconteça, também pode ser que não.
Também estou triste pois meu marido está muito preocupado com a saúde de sua mãe que não está nada bem, gostaria de poder ajudar, mas nada posso fazer. Ainda trago vivas as sensações de cuidar do meu pai doente, sei bem o que é essa angustia de ter alguém querido doente.


15 de outubro de 2011

A EXTINÇÃO DOS PROFESSORES.


(Um texto para reflexão neste dia dos professores)

O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:


  – Vovô, por que o mundo está acabando?
     A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. 

E no mesmo tom vem a resposta:
     – Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.
     – Professores? 
Mas o que é isso? 
O que fazia um professor?

  O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. 
Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.

 – Eles ensinavam tudo isso? 
Mas eles eram sábios?
 – Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. 
Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.

    – E como foi que eles desapareceram, vovô?

  – Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. 
O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. 
Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. 
Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. 
Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam 
aprender alguma coisa.

 Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos.
Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. 

Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. 
Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, 
pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. 
O professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. 
Viraram saco de pancadas de todo mundo.

 Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação  
do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. 

“Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. 
E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. 
Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. 
Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais 
ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.
 Em seguida, os professores foram desmoralizados. 
Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. 
Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. 
As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem 
sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade. 



Desconheço autoria, pois recebi por email.